11 de novembro de 2009

"Playboy" quer Geisy Arruda e Alinne Moraes

Bastou a menina fazer polêmica com um microvestido, e já virou celebridade...



Olha só o que deu na Folha on line

"Playboy" quer Geisy Arruda e Alinne Moraes

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Se depender de Edson Aran, diretor de redação da "Playboy", Geisy Arruda e Alinne Moraes estarão na capa da revista de nudez. "Para sair na 'Playboy' a mulher precisa ser gostosa e ter notoriedade", disse ele. Geisy, que causou polêmica ao usar um microvestido na faculdade, também está nos planos da "Sexy". Já Alinne é sonho antigo da "Playboy". "Paqueramos ela faz tempo."

3 de novembro de 2009

Novo layout

Agradeçam ao amigo Darcis que ta morrendo de vontade de ir dormir, e eu aqui no note dele, postando o novo layout do breguetes... detalhe... são 22h10, numa bruta terça-feira depois de um feriado de muita ressaca...
depois conto mais, depois ponho mais fotos...
Antes que eu me esqueça, ja que jornalista nao ganha dinheiro, to começando a investir em outras áreas... no layout já tem uma palinha, depois conto mais
bjos

21 de outubro de 2009



"Acho o ato de pegar nas mãos um tipo de proteção. Quando isso acontece, parece que estamos protegidos de todas as mazelas do mundo. E quem ama faz isso...

... protege esse sentimento de todo perigo."

Vi aqui

17 de outubro de 2009

Cheiro de Pipoca

Postagem que comecei escrevendo dentro da igreja Nossa Senhora da Aparecida, no último dia 12 de Outubro, enquanto o céu chorava lá fora, enquanto algumas pessoas cantavam uma oração, enquanto eu trabalhava de repórter, e esperava o fotografo ir me buscar, enquanto aquela imagem de perna ferida, em cima de uma poça de sangue não saía da minha cabeça...


Foto de Emília Nobre


Igreja tem cheiro de pipoca. Isso é fato. Me lembro quando eu era criança que contava os minutos (que mais pareciam horas) para que a missa de domingo acabasse logo para que enfim comesse a pipoca.
Minha mãe sempre reclamava que meu pai enchia agente de besteira comprada na rua.
_Deixa, quando eu chegar em casa eu faço pra vocês.
Mas eu e meu irmão chorávamos, esperneava e papai acabava comprando um saquinho de pipoca de sal pra gente. Não sei por que, mas mesmo que murcha e sem sal, pipoca de carrinho em frente à igreja é sempre mais gostosa que feita em casa.
Agora olhando todas essas velas tentando sobreviver ao vento úmido, me lembro bem... Eu era um anjinho de procissão, e gostava de ir brincando com a parafina derretida da vela e comendo pipoca de sal, de doce, e de parafina. Me queimava tudo, mas não me importava, achava bem melhor brincar com parafina derretida, que acompanhar a cantoria sem ritmo daquelas mulheres da procissão.
Naquela época, me lembro que todos me comparavam com um anjinho de verdade, acho que por causa dos cachinhos que herdei de meu pai.
_Que gracinha! Com esses cachinhos, parece mesmo um anjinho!
Um anjo... Daí, vejo todas essas crianças vestidas de anjos de Nossa Senhora, e fico me perguntando se existe mesmo essas criaturas que protegem as pessoas. Fico me perguntando onde estava o anjo, ou o que ela estava fazendo naquela hora do acidente.
Tantas vidas, tanta gente... umas passando por outras despercebidas, com seus pensamentos íntimos, ou tentando descobrir assim como eu o que se passa na cabeça de cada uma dessas pessoas que entram constantemente na igreja, e fazendo o ritual até a santa de barro: toca, sinal da cruz, se vira e vai embora com a cabeça baixa.
Umas passando pelas outras sem se preocupar com elas, se martirizando apenas nos seus próprios problemas.
Feriado, o dia ensolarado, mas que de repente se fechou e entrou em fúria. Ficou vermelho, coberto de poeira, ventou, e choveu... E assim foi até o fim do dia. Mas antes que se enfurecesse um anjo dormiu. Mas a pessoa que ele guardava, levantou cedo neste dia 12, para trabalhar. Era mototaxista, e devia ser de família humilde. Não sei se tinha mulher e filhos, mas que importa agora? A não ser eu e mais a equipe que estava de plantão hoje no jornal, acho que um mototaxista só trabalha dia de feriado se precisa mesmo de dinheiro. Se ele tivesse ficado em casa... dormido até mais tarde... Mas isso pode ser o que algumas pessoas chamam de destino.
Alguém deve ter ligado na central de mototaxi e pedido uma moto, pra ir não sei aonde. Ou ligou direto no celular desse mototaxista, ou acenou na rua quando ele passava. Esse alguém devia ter um compromisso bem naquela hora, ou talvez mais cedo ou mais tarde. Mas foi justo naquela hora. E os dois, o motoxista e rapaz tinha um caminho, um lugar. E esse caminho se cruzou com um homem que mexia com agricultura, e voltava da fazenda. Este homem devia estar distraído demais falando com o amigo do lado, ou saiu mais cedo que o previsto. Ou quem sabe perdeu a hora.
E o caminho deles se cruzou em frente ao parque de exposições da cidade, no mesmo instante, por que o agricultor não parou quando o asfalto pediu com legenda no chão.
E o anjo dormia, e ele, acelerava sem ver que um carro corria na sua direção.
A perna dele abriu um ferimento, ele desmaiou, e tudo parecia querer sair pra fora. O sangue fez poça, e a primeira reportagem de acidente que eu presenciei, ficou o dia todo na cabeça... rendendo pensamentos, rendendo reflexão sobre a vida, os anjos, o destino, as pessoas... Rendendo um conto cheiro de pipoca.

15 de outubro de 2009

Arco-íris na Zebulândia


A festa mais colorida do planeta, que promete encher de glíter em 7 cores, as ruas de Uberaba, já tem data marcada aqui na Zebulândia. Estou falando nada mais, nada menos que a 4ª edição da Parada do Orgulho GLBT - Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais – que promete encher de purpurina as avenidas cinzentas da cidade no dia 15 de Novembro.

Falei com Maurício Moura, o coordenador da Parada, e a expectativa é que este ano, bata recorde de público, com 90 mil gays e simpatizante, sendo que deste número, 15 mil devem vir de outras cidades.

Ainda na semana que antecede o evento, acontece aqui na Zeburaba, a Semana do Orgulho Gay, organizada por Valdir Santana. De acordo com Valdir, nessa semana de comemorações que vai do dia 6 ao dia 15devem ser feitas palestras, encontros e debates a respeito do tema, com profissionais de diversas áreas. “Já estamos confirmando a presença de um advogado, que irá falar um pouco dos direitos do cidadão que se declara dentro do grupo GLBT; uma psicóloga, que irá abordar, principalmente, como os pais deve lidar com a criança que apresenta tendências homossexuais, e um líder espírita que irá debater a relação do Espiritismo com a sexualidade”, afirma. Pra quem ainda tem a cabecinha na época da vovó, seria uma boa pra participar e deixar o preconceito de lado.

Voltando à Parada, Maurício, já confirmou a presença de diversas drag queens (adoro elas!), além da madrinha da Parada Gay Uberaba, Dimmy Kieer. Ainda está sendo cogitado o nome de Monique Evans (bafão!), e, para agitar o público, a banda Lex Luthor ou a cantora Preta Gil.

Me lembro muito bem, da época que morava na cidade da terra vermelha (ItuiuCity), e me matava de dançar ao som da banda Lex Luthor... ôôô... tempinho bom! No auge dos meus 17 anos, não perdia um só show (Os caras têm fama por lá), só chegava em casa quando o sol ameaçava nascer (época em que eu era feliz e não sabia).

Falando da Parada novamente (Hoje estou desconcentrada, hein?), Maurício ainda está otimista, já que segundo ele o evento deve injetar na economia da cidade cerca de R$ 1 milhão, nos mais diversos setores como transporte, hotéis, e do ramo alimentício. O evento é o único da cidade, que consegue reunir maior número de pessoas, segundo ele.

O bom de tudo, é que a festa já é bem vista por uma parcela significativa da população zebuína, da mais diversa faixa etária: com vovós, titias, pirralhos, e muitos jovens.

Eu vou? E você?

"E o mais importante: mostrar a sociedade que os homossexuais não são mais e nunca foram o estereotipo definido (bichas afeminadas, drogas que roubam), pelo contrário, somos trabalhadores, educados, somos médicos, enfermeiros, administradores, empresários, políticos, cabeleireiros, ou seja, estamos em todas as partes! Somos seres humanos!" – Maurício Moura

9 de outubro de 2009

Sem sobrenome




Ficou olhando todos aqueles flash`s que piscavam constantemente no salão lá fora. Estava bem ali atrás da cortina, esperando a Renata anunciar o nome que tanto foi falado durante aquela semana. Ela, já havia perdido, sabia que não tinha mais chance, não ficara nem entre as Top 10. Olhava, sem reação, sem querer chorar ou sorrir. Ali, já era o bastante pra Lorena. Lembrava-se daquelas mesmas mulheres de beleza estereotipada, porém que ela assistia vidrada na tela da televisão em preto e branco da sua casa quando ainda era pequena. Ficava ali, sentada no chão enquanto aquelas mulheres desfilavam pelas passarelas com seus vestidos reluzentes, cheios de paetês e vidrilhos, com seus cabelos partidos de lado de onde saia um topete. Que lindo era aquele topete, e como ficava bem com aquela coroa de strass. Andavam com uma das mãos na cintura se equilibrando em cima de sandálias cada uma mais alta que a outra; mais linda que a outra. Com suas faixas nos ombros, e seus brincos que de tão pesado puxavam a orelha, mas que eram todos brilhantes. Os sorrisos, sempre os mesmos, estampado na cara de cada uma delas. Lembra-se quando ela virava pra mãe e dizia "um dia também vou ser Miss”. E todo mundo falava, todo mundo criticava, afinal a sociedade daquela época e, até mesmo de hoje, manteve o estereótipo de que toda Miss é "cabeça de vento", só sabem sorrir, só sabem desfilar, e dizer sempre que o livro predileto é o "Pequeno príncipe", e que todos os dias “oram a Deus pela Paz Mundial". Queria ser Miss e também queria mostrar que tinha muito mais que beleza. Mas se lembrava o quanto tudo foi tão difícil... A primeira tentativa, o fracasso... A segunda tentativa, mais outro fracasso... A terceira tentativa, e finalmente ela consegui a faixa na sua cidade. O sonho passou a ir mais além, Lorena queria a faixa estadual. Mas não teve apoio, não tinha dinheiro, não tinha ajuda. Havia chegado até aqui por conta própria, mas dali em diante, era crucial que tivesse alguma ajuda financeira, afinal era de família humilde, trabalhava o dia todo para ganhar algum dinheiro para conseguir ajudar a mãe com as despesas de casa. Enquanto todas as candidatas se preparavam com próteses de silicone, cirurgias plásticas, alongamentos, massagens, botóx, etc; Lorena ralava batendo de porta em porta para conseguir juntar a grana para pagar a inscrição do concurso. E agora estava ali, no concurso. Quem estava dentro da televisão vestindo um maiô um pouco mais moderno era a própria Lorena. Só que não era nem finalista. Sua beleza parecia triste, ou pelo menos sem entender o que estava acontecendo. Na verdade ela até sabia o que acontecia, apenas não queria dar ouvidos ao falatório maldoso. Todos já sabiam o nome da vencedora, ou melhor, o sobrenome dela. Afinal, podia não ser a mais bonita - não desmerecendo sua beleza - mas era a mais rica, foi o pai dela quem patrocinou a maior parte do concurso, foi ela que um dos mais importantes jurados treinou durante dois anos. O restante dos jurados, eram os políticos e empresários daquela cidade da onde a suposta vencedora representava. Mas Lorena não quis acreditar em uma só palavra, em um só comentário, em um só olhar. Preferiu observar para ver como seria na hora. Então, Lorena ficou lembrando do quanto ela treinava sua passarela em casa, das aulas de etiqueta que a amiga propôs a ministrar pra dar uma força, do dia que chorou na frente de vereadores da cidade porque não tinha o dinheiro da inscrição, daquela moça que apareceu uma semana antes do concurso e que se propôs a ajudar e colocar seu nome na mídia. Mas os pensamentos de Lorena foram interrompidos por vaias. Ela levantou os olhos, e tirou aquela mexa ondulada de cabelos da frente do rosto, era Renata, anunciando o nome que tanto já tinha sido falado. Era Débora correndo em sua direção para a coxia, diante de tantas vaias. _ O que aconteceu? _ Eu ganhei _Volta... você tem que receber a coroa _ Eles estão vaiando em coro: "marmelada" _ Mas você já sabia... Enquanto isso, não perceberam que Renata chamava por Débora para receber a faixa. Ela retornou ao palco, e Lorena ao seu mundo. Um mundo sem flashs, sem brilho, sem glamour, sem coroas e faixas. Um mundo sem sobrenome.

Qualquer semelhança com a realidade, deve ser mera coincidência.