30 de março de 2009

Amores Platônicos III


Beirut - Elephant Gun

Pele de pano, branca como porcelana, e macia como o veludo do pêssego. Tocava no seu rosto, e sentia, seus desejos íntimos se aguçarem e quererem sair pra fora. Olhava sua boca, rosada e suave como uma pluma, parecia sorrir, parecia sofrer. Não. Apenas dormia, adormeceu em seus braços e Gabriel não podia fazer mais nada, a não ser ficar ali apreciando Nina.
Seu cheiro se espalhava pelo quarto, e Gabriel chegou a querer que nunca saísse dali. Não queria mais nada, não precisava de mais nada, tinha Nina em seus braços, podia beijá-la a face e acariciar o corpo tão inocente e sensual.
Como deixara acontecer? Como pode deixar surgir um sentimento assim tão forte nele? Gabriel sabia, que se contasse a Nina de seus sentimentos, poderia perdê-la, por isso preferia ficar em silêncio, guardando para si, todas aquelas declarações que ensaiava durante as noites, e contentar-se com a presença, o cheiro, e o sorriso de Nina.
Passava a mão pelo corpo de Nina, sem tocá-la, e apreciava a jovem deitada na sua cama.
Não sabe como e onde tudo começou, só sabe que sempre gostou daquele jeito de menina apaixonada querendo ser mulher independente. Era tímida, não falava com muitas pessoas, mas os poucos amigos, adoravam sua presença.
Sua personalidade, alternava-se ora conselheira, ora aconselhada. E Gabriel adorava rir-se dela. Das suas dúvidas, certezas, e suspiros. E ele suspirava. A cada vez que olhava para aquela menina-mulher, ele suspirava, e longe dela, surpreendia-se pensando nela, no seu nome, no seu sorriso. Cada cena que lhe vinha a memória, acrescentava um suspiro.
Conheceu Nina na faculdade, mas a Amizade dos dois começou aos poucos, sem haver um fato importante que fizesse que os dois se aproximassem. Faziam tudo juntos: cinema, trabalhos da facul, compras para a casa de Nina, e até mesmo baladas, apesar de Gabriel não gostar muito.
O tempo foi passando, e Gabriel se sentia incomodado quando Nina vinha contar-lhe dos namorados. Mudava de assunto, sem deixar que trasparecesse que estava com ciúmes.
Começou a cobrar de si mesmo. “Pára Gabriel, você está confundindo” pensava. Mas não, não estava confundindo, apenas gostava de estar na presença de Nina, de sentir o cheiro de flor da sua pele, e ver o mundo através dos olhos dela. Gostava de contar as horas no relógio, pra chegar a hora das aulas para vê-la. Gostava de vê-la, e não dizer nada, só ouvir sua voz e rir das suas palhaçadas.
Agora ele tinha a imagem dela, adormecida em seus braços, deitada na sua cama.
Como tanto sonhara antes com essa imagem, porém sendo consequência de outros atos.

Depois de receber a ligação da amiga que estava em prantos, ele se levantou correndo e de pijama mesmo foi atrás de Nina. Encontrou a moça chorando calada num beco escuro, sentada na calçada, impercebível se quem não estivesse ali fosse Gabriel.
_ O que foi? Perguntou enquanto com o dedo indicador levantava o queixo da amiga
_ Ai Gabriel... Me abraça.. disse aos prantos.
Gabriel sentiu a pele fria de Nina, a face molhada e salgada das suas lágrimas. Olhava pra ela, tentando achar seu próprio reflexo nos seus olhos, e via o quanto era mais linda ainda com a maquiagem borrada.
Gabriel cuidou dela. Levou pra sua casa e escutou ela se queixar do namorado que havia brigado com ela enquanto andavam de carro pela cidade, se irritou e a deixou no meio da rua, vunerável, e sozinha. Gabriel, ouviu Nina, mas não podia formar uma frase sequer com as palavras que saiam dos seus lábios. Ficou ali, observando suas lágrimas, seus olhos vermelhos, sua bochecha rosada, e suas palavras jogadas até que ela caiu no sono. Gabriel ficou ali, olhando, contemplanto, amando... Nina... seu Amor Platônico.

28 de março de 2009

Comentário sobre Psicopatas no divã - Veja

"O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato"
“Ao nascer somos como páginas em branco. O ambiente é que determina tudo” Essa é uma frase de John B. Watson, um estudioso em psicologia comportamental, que foi citado pelo Dr. Robert Hare em entrevista a Laura Diniz da revista Veja. Achei um fato interessante, e relevante para citar no meu blog.
Esta semana a revista traz essa entrevista nas suas páginas amarelas (e pra quem não é assinante, pode conferir a matéria no site), onde o Psicólogo canadense fala sobre essas pessoas que começam a desenvolver características de psicopatas.
Não si, mas acredito que pode haver um mais próximo de você do que vc imagina!!! Um pouco dramática eu, não?
Mas no decorrer da entrevista o doutos procura mostrar que isso é tão real quanto agente imagina. São pessoas que aparentemente são normais, mas que podem fazer as piores coisas sem sentir remorso.
Lembrei, nessa mesma hora que li esta afirmativa, do caso que há um ano atrás chocou o Brasil e preencheu espaço de vários jornais: Caso menina Isabela. Hoje, a história pode até ter caído no esquecimento do público, mas uma outra reportagem, também da revista Veja, onde a Delegada que está com o caso falou sobre o caso, mostra o quanto o pai daquela menina era frio e se demonstrava indiferente a morte da própria filha. Não vou ficar aqui discutindo a atitude da madrasta, afinal, opinião própria, a mulher não era nada da menina, não pode ter matado a criança a sangue frio, e nem ter sentido nada depois... Agora o pai??? sangue do seu sangue??? E o pior e que qdo a delegada dá a entrevista ela ressalta que o tempo todo ele se preocupava mais em querer saber se “já prenderam o assassino”, que saber se a filha morreu mesmo, se ela está bem, onde ela está... Em momento algum choraram, e durante os depoimentos, falaram friamente.
Linderberg. Esse é outro, que pra ficar perto da ex-namorada, ameaçou ela com uma arma o que ocasionou a mídia do Brasil inteiro na porta do prédio da menina, e inclusive pessoas que se dizem jornalistas falando ao vivo com o bonitão seqüestrador.
Até fiquei tentando entrar no pensamento do cara e juro que escutei: “ Caramba, Velho! Eu to na tv! em todos os programas!!!” Arrisco ainda “Eles tão vendo o qto te amo, Eloá”.
Que imaginaria? Eu fico pensando... os carinha amigos de Linderberg, disseram que ele não parecia um assassino, e as pessoas próximas ao casal Nardoni diziam o mesmo!

Bem, ninguém parece ser psicopata, e muito menos vai assumir: “Não, não é alguém que está próximo a mim, sou eu!”
Claro, como o próprio Dr. Robert Hare disse, ninguém nasce psicopata, é o cambiante em que a pessoa vive, a educação e tratamento que ela recebe dos pais, com que tipo de amigos cresceu, se foi bem alimentado ou se teve problemas de nutrição.
As principais característica são a ausência de sentimentos morais: falta de remorso e ingratidão. Outro fato intrigante – e que me deixou mais preocupada - é que nem todo psicopata comete maldade, eles podem até apresentar comportamentos que podem até ser classificados como perversos, mas na maioria dos caso, só tornam as coisas favoráveis a ele, mesmo que isso vá prejudicar ou trazer tristeza a alguém. Quando eles não só buscam satisfação, mas também sentem felicidade e prazer com a dor alheia, isso pode ser mais grave ainda, este psicopatas são os chamados de sádicos.
O doutor ainda citou uma pesquisa que fez na década de 560, que basicamente consistia em fazer teste com pessoas observando seus sistema nervoso autônomo: qdo submetiam essa pessoa a alguma situação desagradável, a preocupação do indivíduo transparece por meio de tremores, transpiração, aceleração do ritmo cardíaco. Já os psicopatas, mesmo em situações de tensão, não exibiam estes sintomas.

Só pra finalizar, vou deixar aqui duas perguntas respondidas pelo pesquisador... Do resto, espero que tenham gostado desse tema que abordei hj, e que passem a pensar mais, onde está o psicopata no seu círculo de 100 pessoas? (A pesquisa fala que hj, 1% das pessoas são psicopatas, ou apresentam características)

É muito difícil identificar um psicopata no dia a dia?
Superficialmente, um psicopata pode parecer um sujeito normal. Mas, ao conhecê-lo melhor, as pessoas notarão que ele é um indivíduo problemático em diversos aspectos da vida. Ele pode ignorar os filhos, mentir sistematicamente ou apresentar grande capacidade de manipulação. Se é flagrado fazendo algo errado, por exemplo, tenta convencer todo mundo de que está sendo mal interpretado.

Um psicopata não sente amor?
Acredito que sim, mas da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro – e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é traduzido por um sentimento de posse, de propriedade. Se você perguntar a um psicopata por que ele ama certa mulher, ele lhe dará respostas muito concretas, tais como "porque ela é bonita", "porque o sexo é ótimo" ou "porque ela está sempre lá quando preciso". As emoções estão para o psicopata assim como o vermelho está para o daltônico. Ele simplesmente não consegue vivenciá-las.

27 de março de 2009

Do pianista - Paulo Coelho


Confesso que o primeiro livro que li de Paulo Coelho, As Valquírias, não consegui sair do primeiro capítulo. Talvez pela imaturidade, pois tinha apenas 13 anos. Mas, como eu gostava muito de ler, pedi um conselho a bibliotecária e ela me disse que os livros que mais saiam eram os de Paulo Coelho.
Depois li outros e aprendi a ter gosto pelos seus textos.
Hoje tava dando uma bisbilhotada pelo seu blog, afinal eu queria postar algo legal aqui, que fosse do agrado de todos, sei lá, algumas dicas para universitários, comentar algum fato relevante na sociedade, como o Ronaldo Fofomeno, que chegou agora no Corínthians, e td a mídia ta caindo em cima, falando que ele continua fenômeno...
Hum? Ele não joga nem 10% do que jogava qdo começou no cruzeiro...
Bem mas não era isso que eu ia falar.
Achei um post de Coelho legal... Bem o meu caso...
Divirtam-se:

Do pianista
Postado por Paulo Coelho em 23 de março de 2009 às 00:08

Uma amiga, Ângela Pontual, assistia uma peça de teatro na Broadway, e saiu para tomar um uísque no intervalo.

A sala de espera estava lotada. As pessoas fumavam, conversavam, bebiam, enquanto um pianista tocava. Ninguém prestava atenção na música.

Minha amiga começou a beber e olhar o músico. Ele parecia entediado, fazendo aquilo por obrigação, doido para que o intervalo terminasse.

Já no seu terceiro uísque, meio tonta, ela aproximou-se do pianista.

“Você é um chato! Porque não toca apenas para você?”, vociferou.

O pianista olhou surpreso para ela. E, no minuto seguinte, começou a tocar tudo aquilo que gostaria de estar tocando. Pouco tempo depois, a sala de espera estava em total silêncio.

E quando o pianista acabou, todos aplaudiram com entusiasmo.

26 de março de 2009

Amores Platônicos II



_ Fica comigo!... Seu corpo todo estremeceu com o sussurro gentil e sensual de Flávio ao seu ouvido. Seus corpos, ainda suados entrelaçados tornando todo aquele extase como se fosse de uma só pessoa. Seus lábios tremiam e sua cabeça latejava. Fechou os olhos forçando sua pupilas, como se aquele ato fizesse com que tudo aquilo a despertasse e mostrasse a ela que não passava de um sonho. Ou pesadelo.
Mas não. Preferiu sentir o corpo de Flávio dentro de si, em movimentos suaves e rítmicos, e esquecer tudo e todos. Preferiu apenas sentir o ápice do prazer que há muito tempo não sentia.
_Sabia que adoro fazer amor com você? Já não lembrava mais como é estar mergulhado no seu corpo...
Preferiu apenas sorrir. Um sorriso triste e forçado que saia do canto dos lábios. Flávio se levantara e fora ao banheiro. E agora Marina pensava em tudo... em todos, na sua família, na sua filha, e naquele amor, que até então estava adormecido.

Conhecera Flávio no auge da sua adolescência. Ele era o melhor amigo do seu irmão, e não saia da sua casa. Pra piorar ainda mais, era simplesmente adorado pelos seus pais.
_Quando Marina tiver idade, ela deve se casar com você Flávio! Adoraria ter um genro assim!
Mas ela tinha apenas 13 anos, e ele nos seus 19. O tempo foi se passando e a presença de homens na sua casa foi se tornando mais constante. Os amigos de seu irmão passaram a jogar futebol na porta da sua casa e ela ficava lá olhando, sentada na calçada, apoiando a cabeça nos cotovelos. Flávio não era o mais bonito, nem o mais másculo, pelo contrário, Não tão alto, o corpo ainda com poucos músculos, o rosto triangular e os cabelos se desfaziam em cachos negros e bagunçados. Não, não era bonito, mas era atraente. Tinha algo que chamava a atenção de qualquer mulher de qualquer idade que passasse por ele. Sua voz grossa e um olhar enigmático e convidativo. Seu jeito de andar, tudo nessa hora parecia atraente nele. E ela ficava ali, olhando.
O tempo passou e Marina se esqueceu de Flávio, arrumou um namorado aos 15 anos, porém a euforia das suas amigas ao descobrirem festas, bebidas e vários beijos em uma noite, a deixara curiosa. Terminou o namoro na noite posterior a sua primeira vez, e decidiu ser do mundo, e conhecer como ela mesmo diria os prazeres da vida.
Sua rotina de festas começava da terça-feira com um chope com os amigos, daí em diante só Deus sabe onde estaria, com quem estaria, e equem beijaria.
Chegava nas festas, e antes que entrasse na pista de dança analisava todos os possíveis gatos que ela gostaria de beijar. Se achasse algum, jogava todo seu charme e sensualidade de maneira sutil, fazendo com que o gato chegasse nela. Se não tivesse ninguém interessante, ela simplesmente dizia que não estava a fim, e dava um fora, em todos os rapazes que paqueravam ela.
Um dia, ela conheceu Renato, uma rapaz tímido e que lhe chamou atenção logo quando ela viu ele dançar. Renato dançava de um jeito que a deixava inquieta. Decidiu que gostaria de beijar sua boca. Se tornaram mais próximos, porém ele sempre dava um jeito de fugir, apesara das investidas de Marina. Cada fora de Renato fazia com que ela se irritasse ainda mais com ele, apenas pelo fato de não ter conseguido aquilo que queria. Enquanto ela dançava querendo provocar Renato, Flávio olhava de longe, a menina que conhecera ainda garoto, e como se tornara sensual e bonita.
_Nina, o Flávio está te chamando lá fora.
_Quem? Flávio? Que Flávio? Mas está chovendo! Quem será esse tal?... Marina não se lembrava mais do rapaz que um dia tanto chamava sua atenção.
Ao sair pra saber quem era, ele a surpreendeu encostando-a na parde e forçando seu copro contra o dela. Lembra de mim? Dizia enquanto cheirava agressivamente seu colo e pescoço.
-Flávio? Nossa! Mas você não tinha se mudado? Pára Flávio o que está fazendo?
Tentava se esquivar do rapaz, mas ele era mais forte, e por mais que resistisse, aquilo estava deixando perturbada.
Roçava seu corpo no dela enquanto fazia o mesmo com os lábios. Marina se rendeu aos seus beijos quando viu o olhar ciumento de Renato.
Essa foi apenas a primeira vez que Marina e Flávio se beijaram. No começo ela se dizia arrependia e que fazia aquilo apenas para deixar Renato com ciúmes, mas o tempo foi passando e a vontade de ter os beijos envolventes de Flávio ia ficando cada vez mais forte.
_Você está apaixonada, Nina... - Dizia uma de suas amigas. E como alguém no início de um vício, Marina dizia que quando quisesse, ela não ficaria mais com ele.
Mas o tempo se passou e Maria foi se envolvendo cada vez mais... Cada proposta de Flávio era irresistível, uma festa particular na casa dele, um beijo durante uma quermesse da igreja, e até mesmo pegar o carro dos pais escondido para ir se encontrar com o rapaz. Apesar das insistências, Marina não chegou a ir para a cama com ele.
_Você é virgem?
_Não! Apenas, não vou para a cama com ficantes!
Entre uma balada e outra, os dois se encontravam, às vezes ele já estava com outra garota, e ela então ignorava ele, ficando com o primeiro que lhe fizesse a proposta. Aquilo foi se tornando um mártire. Ele sempre dizia que não queria assumir compromisso sério com ninguém, e ela para se mostrar que também não estava a fim, dizia o mesmo
_Existe coisa melhor que ser solteira?
Mas não era bem assim. Marina se afastou de Fávio, procurando em outros lábios os seus beijos, em outros corpos o seu cheiro.
Já estava terminando o colégio, e então surgiu uma proposta de trabalho em uma cidade vizinha. Não pensou duas vezes. Fugiu, dos seus sentimentos, do amor da sua vida, daquela paixão avassaladora que mais fazia mal a Marina.

Três meses depois de ter se mudado, em uma visita a sua família, Marina finalmente provou o corpo de Flávio, e se deliciou nos seus prazeres. Porém no outro dia ele não ligou, nem no outro, nem no outro. “Não passava de mais um querendo apenas mais uma na sua cama”, pensava.
Pôs um ponto final na história. Voltou para sua cidade decidida a esquecer de vez aquele homem que tanto fazia mal para ela, e decidiu reconstruir sua vida.

Marina hoje era uma nova mulher, independente, cheia de si, responsável, não mais aquela menininha que observava os amigos do irmão jogando futebol na porta de casa, e muito menos aquela adolescente inconseqüente que fazia tudo para ter os beijos de Flávio.
Casou-se e da união nasceu uma linda menina. Tinha uma família perfeita: Um marido compreensivo, uma filhinha que apesar de ainda bebê, deixava sua vida cada dia mais feliz.

Mas isso que até então era inabalável, mudou a vida de Marina.
Flávio reaparecera na sua vida, e agora ela estava deitada na cama dele. Tudo apenas com um telefonema.
-Com quem eu falo por gentileza?
_Marina Ribeiro.
_Sra. Marina Ribeiro, aqui é o gerente do seu banco. Um minuto, só... Marina? Filha de Josuá? Marina é você
_Quem?
_Flávio! Seu vizinho... amigo do seu irmão...
Foi depois de uma longa conversa sobre os velhos tempos que veio a pergunta.
_Marina, naquela época, algumas pessoas comentavam algo, que pra mim, não passava d boatos... mas estou tão curioso... - A sua voz ainda continuava grossa e sexy - Você gostava de mim
Não tinha mais por que negar. Agora ela era uma mulher, e não uma garota metida a besta que trancava os sentimentos dentro de si. Marina contou como era sentir tanta paixão por uma pessoa que só queria ela para beijar, ou algo mais.

Agora ela se aventurava. Beijava, e arranhava suas costas começando de novo o que acabaram de fazer, como se ainda tivessem energia para muitas vezes.
Tinha marido, tinha uma família, e tinha um nome a zelar. E dentro de si, além do corpo de Flávio, Marina tinha um sentimento que ressurgira como se fosse um vulcão, que antes tinha estado apenas adormecido, e agora entrara novamente em erupção.
Preferia esquecer o que faria depois daquela noite, preferia não responder a proposta de Flávio de ficar com ele. Trancou os olhos, deixando cair uma gota de lágrima, e preferiu apenas sentir Flávio mais do que sentia dentro de si.
E Marina sentia. Era seu Amor Platônico.

Barbie faz aniversário

Ha... quem nunca gostou de brincar com essa boneca, fashion e elegante???
Eu pelo menos adorava! Quando criança, meu brinquedo predileto era a Barbie! Nada de bonecas bebês, casinhas, Polly, e eteceteras.
Um fato bem interessante que aconteceu, e que hoje eu vejo o quanto eu era uma criança perturbada: A-m-a-v-a a Barbie, amava mais ainda fazer roupinhas para ela, aprendi a costurar, tinha uns poucos 10 12 anos, e qualquer retalho que sobrava da minha mãe (ela tinha uma máquina de costura e adorava concertar nossas roupas), eu fazia uma saia, um casaco, uma calça... todos fashions!!!
Podia ser Natal, Dia das crianças, ou aniverssário, por mais que eu já tivesse uma, duas ou três barbies eu queria mais uma! Aí, no Natal, me vem meu pai com um cachorrinho que latia e pulava...

hein?

Não gostei né? Uma semana depois, a pele do meu cachorrinho que pulava tinha virado um lindo casaco de pele para minha Barbie...

Eu sei, eu era perturbada!

Outro fato interessante, foi quando eu comecei a me livrar de meus brinquedos, eu tinha uns 13 14 anos, fui me livrando aos pucos: ursinhos, casinhas de bonecas, panelinhas, e tals. Ai com 15 anos comecei a namorar, e nisso ainda tinha nos meus guardados uma boneca Barbie e uma sacola de roupinhas que minha tia fazia para mim. Um dia minha mãe me ameaçou a mostrara ao meu namorado minha boneca Barbie e seu garda-roupa, caso eu não desse ela para minhas priminhas mais novas. É claro que eu não queria, pois apesar de não mais brincar com ela, minhas primas eram muito descuidadas!

Aí meu nad=morado estava na sala e minha mãe me chamou na cozinha: Ou vc me promete agora que vai dar sua boneca a suas primas, ou eu mostro para ele.

Na outra semana estavam roupinhas jogadas pela casa da minha tia, todas espalhadas, rasgadas e sujas... :(


Bem! Mas só pra não deixar em branco né? Este ano, a boneca mais fashion e independente completa 50 anos com muita beleza e glamour, resolvi dedicar um post a ela...

Aki vai uma matéria que eu fiz para a zymboo!

BARBIE
1936. Ruth e Eliot Handler, donos da empresa de brinquedos Mattel observaram a filha Bárbara brincando de bonecas de papel que trocavam de roupas. Era a brincadeira predileta da filha do casal. Apartir daí, Ruth teve a idéia de criar uma boneca que trocasse de roupa, usando sempre a última tendência da moda. A feição dessa boneca também seria diferenta das outras existentes na época. Teria uma fisionomia de adulta.

Ficheiro:Barbie 1959 First Editions.jpg

Em 9 de Março de 1959 foi lançada oficialmente na Feira Abual de Brinquedos de Nova York a Barbie: Uma grande top Model, símbolo de beleza e juventude, vestindo um maiô listrado branco e preto.
A primeira versão da boneca foi fabricado pela Mattel, sendo lançados 340 mil exemplares vendidos a 3 dólares. Foi um sucesso de venda, o que fez com que fossem criados outros modelos de Barbies.

Em 1961, Barbie ganha uma família, e o primeiro integrante era Ken: bonito, elegando, sempre por dentro da moda e que variava o corte de cabelo de acordo com o último estilo. Logo após vem seus seis irmãos: Skipper (1964), Tutti (1966), Todd (1966), Stacie (1992), Kelly (1995) e Krissy (1999).

São 120 milhões de exemplares a cada ano, o que significa que duas Barbies são vendidas por segundo. Hoje a boneca pode custar 10 mil dólares.

A Barbie de hoje reflete o comportamento e os desejos das garotas de todo lugar, com hijab no caso das musulmanas, barbie rap, roqueira, salva-vidas, médica, dentista, ginasta e uma super-Barbie, com capa cor-de-rosa. Em 1996, ela ganhou uma amiga paraplégica, Becky, que vinha com uma cadeira de rodas. Elas são feitas para todas os gostos.

Linha de Maquiagem

A Barbie, eterno símbolo da beleza, moda e feminilidade, também está presente na linha de maquiagem. A Mattel e a MAC Cosméticos lançaram uma linha inédita de maquiagem BARBIE LOVES MAC.

A coleção vêm com uma cartela de cores e uma embalagem diferenciada com uma silhueta da Barbie.

Sombras, batons, esmaltes, blush e brilhos, principalmente na cor rosa, são os tons que prevalece os produtos da linha.

Barbie Pelo Mundo - Celebrando a Diversidade Cultural

                Da esquerda para a direita: barbie africana, caracterizada como índia Yawalapiti e como princesa chinesa (Foto: Ricardo Schetty/Divulgação)

A boneca já tem várias versões entre artistas, celebridades, e até mesmo antre os mais diversos países. Uma mostra no ano de 2008 foi lançada pra mostra exatamente essa diversidade da boneca: foram 102 Barbies caracterizadas com os diferentes padrões de beleza de mais de 70 países.

                A Barbie baiana foi feita sob encomenda (Foto: Ricardo Schetty/Divulgação)

As criações reproduzem com fidelidade os figurinos usados nesses países em ocasiões especiais, como festas comemorativas, celebrações ou rituais religiosos. Todas as bonecas estão acompanhadas de um breve texto sobre a nação que representam.

http://publicador.itodas.com.br/portal/mae/criancas/vida_pratica/barbie_exposicao_07.jpghttp://avoltadosquenaoforam.files.wordpress.com/2008/04/barbieindiana1.jpg

http://avoltadosquenaoforam.files.wordpress.com/2008/04/barbieperuana1.jpghttp://www.feer.com/tales/wp-content/uploads/2007/08/chinese-barbie.jpg

Outra curiosidade é que as primeiras Barbies negras e hispânicas foram lançadas em 1980.

Aniverssário em meio a crise

old barbie

Em meio a altos e baixo a boneca chega aos 50 anos: é acusada de deformar a imagem da mulher entre as meninas e favorecer a anorexia, ameaçada pela concorrência e pela queda brutal nas vendas.

Fabricada na China, a boneca-manequim de 29 centímetros de altura, pernas longas e seios salientes para parecer natural, é o brinquedo mais vendido do mundo segundo pesquisas do mercado (a cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em um dos 150 países onde ela é vendida).


O sonho de qualquer menina ou mesmo até de mulheres adultas, são colecionadas, amadas e são símbolo de estilo de vida independente e sempre por dentro da moda contemporânea.

A relação da Barbie com a moda é antiga. A boneca já vestiu criações de Christian Dior, Chanel, Versace, Givenchy, Carolina Herrera, Donna Karan, Giorgio Armani, além dos brasileiros Alexandre Herchcovitch e Lino Villaventura.

http://z.about.com/d/collectdolls/1/5/D/T/barbiebride05.jpg

Para comemorar os 50 anos da beneca, será realizado um desfile em sua homenagem na semana da mda em Nova York, o Mercedes-Benz Fashion Week que acontece entre os dias 13 e 20 deste mês, passarelas onde 50 estilistas irão se inspirar em todo o legado da boneca e desenhar peças baseadas na história, no presente ou até no futuro da Barbie. O desfile das criações, que será feito com modelos de verdade, será transmitido ao vivo pelo site www.barbie.com.br, às 18h (horário de Brasília).

Após a apresentação, haverá o lançamento de um espaço exclusivo da boneca na loja Bloomingdale's, em Manhattan.

O desfile é apenas um dos shows que acontecem no mundo todo em comemoração ao aniversário de 50 anos da boneca. Barbie ganha, entre outras ações, uma festa na Califórnia, em uma casa inspirada em seu estilo de vida, a Malibu Dream House; uma loja e exposição na famosa loja de departamentos francesa Colette; e uma flagship store (loja-conceito) em Xangai, na China.

http://i65.photobucket.com/albums/h210/april4bride/New%20album/VeraWangBarbieBride2008-1.jpg

A criadora Vera Wang desenhou um vestido de noiva que será vendido por 15.000 dólares em sua versão para mulheres de verdade. A boneca com o mesmo vestido custa 159,99 dólares na "Toys"R"Us", a loja da Times Square onde a Barbie tem um canto inteiro, transformado em palácio onde o rosa domina.

A editora Assouline está publicando uma obra chamada "Barbie", que será vendida a 500 dólares e mostrará a boneca loira de Prada, Karl Lagerfed e Alexander McQueen.

Para suas 108 profissões, a Barbie teve todas as roupas e acessórios combináveis, 1 bilhão de roupas segundo seu site oficial, principalmente um uniforme aprovado pelo Pentagone para seu alistamento no exército americano em 1989.

Depois de seus "looks" à la Grace Kelly dos anos 1960, ela vestiu de Woodstock nos anos 1970, se tornou mulher de negócios nos anos 1980 e chegou à Casa Branca em 1992, deixou sua marca na calçada da fama em 2002 ao lado das celebridades como Marilyn Monroe e Charles Chaplin.

http://www.koamshop.com/img/item/1075s.jpg

Em seguida, chocando o público, ela rompeu o relacionamento com seu noivo Ken em 2004.

Mas além de sua vida de casal, a própria Barbie está em perigo. Suas vendas caíram em 2008, pelo sétimo ano consecutivo depois do surgimento de sua concorrente Bratz, uma boneca que mostra o umbigo, o que a Barbie só passou a ter em 2000.

A Mattel considera ter os direitos deste produto, criado por um antigo funcionário e lançado em 2001 pela MGA Entertainement.

Os processos hora dão vitória a um hora dão vitória a outro.

E, para piorar ainda mais a situação, a Barbie e seu fabricante terão de enfrentar o lançamento iminente de "Toy Monster: The Big, Bad World of Mattel" ("O monstro dos brinquedos: o grande e malvado mundo da Mattel", numa traduçãol livre).

O autor deste livro, Jerry Openheimer, revela, entre outras coisas, a vida sexual de Jack Ryan, o engenheiro que criou a Barbie e o Ken.


10th Anniversary Rose From Titanic Barbie Doll

http://ilsul6ana.files.wordpress.com/2008/10/bb2.jpg

Anos 2000

Sempre acompanhando os momentos sociais, ela chega ao ano 2000 mostrando que é uma mulher moderna, que trabalha e possui acessórios como telefone celular e computador.

Em 2003, a Mattel lançou uma linha paralela da Barbie, a My Scene.

A boneca ganhou uma cara mais jovem e moderna, tudo para conquistar as meninas que preferiam bonecas mais ousadas, como as Bratz.


A partir de 2006, a Barbie vem ganhando uma nova cara, mais adolescente, que adora esportes e moda (claro). Em 2007, a Mattel lançou a nova geração da Barbie,que mistura a boneca com o iPod.



25 de março de 2009

Amores Platônicos I

Sorria. Enquanto contemplava a foto dela, sorria e se lembrava de todos aqueles momentos que passaram juntos na insana adolescência. Seus traços, sua forma, seu perfil, tão nítido, tão suave, tão sensual. Podia tocá-la. Mas não. Se tratava apenas de um retrato dobrado e amassado que guardava na carteira.
Começou a se lembrar daqueles tempos, as loucuras e as mentiras que viviam só pra ter o gostinho da adrenalina no sangue. E cada aventura, um registro. Uma fotografia.

Lucas, Jane e Rodrigo. Se conheceram durante o período do curso de Publicidade e Propaganda. Não chegou a ser no primeiro dia. Jane era bastante comunicativa, conversava com todos, e quem não a aconhecia, sentia-se desprezado por ela. Mas seus amigos a adoravam, seu humor era capaz de tirar qualquer pessoa da tristeza. Por traz da sua simpatia, e acima de tudo, menina-mulher. Era magra, um corpo cheio de curvas, valorizando suas pernas e seios. Olhos negros, por trás de um olhar vibrante e envolvente. Cabelos longos e negros assim como seus olhos, dando um contraste, com sua pele, rosada, de tão branca. Uma mulher de chamar atenção até mesmo das mulheres, seja por inveja ou por atração. Menina, por que seu jeito moleca, fazia com que qualquer pessoa se esquece que era tão sensual e atraente.
Conhecera Rodrigo na biblioteca da faculdade, enquanto procurava o mesmo livro que o rapaz, e que para o azar dos dois só tinha um exemplar. Os dois então combinaram de estudar juntos o livro, assim pra não parecer injusto para nenhuma parte. Se tornaram amigos e descobriram que tinham muito mais que a escolha da profissão em comum.
Rodrigo era um rapaz tímido, e dócil. Não conversava muito com a turma, mas aqueles que o conheciam sabiam que não se tratava de antipatia, mas sim de timidez mesmo. Este era mais pé no chão que Jane. Depois que viraram amigos, passou a corrigir mais a faladeira da menina e dar concelhos para ela em quem ela deve ou não confiar. Alto e magro, chamava a atenção de todas as garotas pelo seu porte atlético, e sua postura. Porém, preferia fingir que não era com ele.
Lucas só veio a ser amigo dos dois, no semestre seguinte. Era transferido de outra faculdade já que seus pais haviam morrido em um acidente e seus parentes mais próximos moravam ali em Fernandópolis. Conheceu Rodrigo e Jane em uma festa da faculdade. No começo, a um julgamento prévio não gostou daquela menina que para ele se achava: cheia de gente ao seu redor, e ela lá debochando da mania do professor de Artes. Mas no fim da sua história ele riu das graças da garota.
_ Então você gosta de debochar do tiques dos seus professores?...- disse ele, enquanto ela pegava alguma bebida no bar.
Jane se virou e se deparou com o “garoto novo” que desde que chegara era calado e quieto, não falara sequer o nome para ninguém.
_ Porque? Consegue debochar de outra coisa mais engraçada?
_ Prazer, meu nome é Lucas. Disse estendendo a mão para a garota. Jane olhou para a mão estendida, se virou e seguiu caminhando em direção a Rodrigo. Lucas seguiu ela enquanto esperava a resposta.
_ Não vai me responder? Há! Já sei! Não conversa com estranhos?
_ Jane. Meu nome é Jane. Disse em um tom arrogante.
A partir daquele momento Rodrigo e Lucas se tornaram amigos rindo das grosserias de Jane. A garota se rendeu e descobriu que os três poderiam ser grandes amigos.

Em algum dia, Jane disse que precisava ir na casa da tia no interior de Minas. Não tinha carteira de habilitação, então propôs aos amigos que a acompanhasse no carro do pai. Lucas foi de motorista, porém só na metade do caminho que os garotos descobriram que era na verdade um hotel fazenda do tio que estava de férias no Rio de Janeiro.
_Você é maluca, Jane? E ele sabe que agente está indo pra lá?- Indagou Lucas
_ H!á... o que que é? Agora vocês estão com medo? Estamos quase chegando... Eu já disse, eles estão de férias no Rio, eu tenho a chave da casa, não vão se importar se agente passar o fim de semana por lá!
Mas ainda estavam na metade do caminho quando a tempestade caiu, e fez com que o carro ficasse atolado. Foi nesse dia que Lucas observou o corpo de Jane, molhado pela chuva se esguiando para tirar o carro da lama.
Rodrigo acelerava enquanto os dois amigos empurravam o carro. Mas Lucas não conseguia tirar os olhos da camiseta molhada grudada no corpo da menina e revelando seus seios redondos e salientes por debaixo da camiseta rosada.
_ Que que é? O que tá olhando?- Jane observa que o rapaz não conseguia se concentrar nas recomendações de Rodrigo ao volante- Está com vontade de ter uns? São bonitos né?
Lucas sorriu. Nessa hora se esqueceu que estavam naquela situação, na chuva, enlameados e no meio do mato sabe Deus onde. Juntou uma porção de lama do chão e jogou na garota
_Você é muito atrevida menina! Se acha demais!
_ Não vai me dizer que você não os achou bonitos??? Provocou
Nessa hora, Rodrigo percebe que os companheiros de viagem não se empenhavam em ajudar a tirar o carro do buraco.
_ Ei! o que está havendo ai?
_ Eu estou dizendo aqui para a Jane que eu queria ter peitões iguais os dela!
Rodrigo caiu na brincadeira e ficaram implicando a menina
_Ai! Como eu queria... Posso ver! Ui!
Os dois rapazes imitavam homossexuais enquanto Jane se irritava com eles!
Foi nesse dia, a partir desse dia que a amizade passou a ser deixada em segundo plano. Lucas olhou Jane com outros olhos, e agora continuava a deliciar aquela fotografia, dos três amigos enlameados e molhados da chuva, e Jane tapando seis seios com o boné do amigo.

Dormiam os três juntos em motéis, quando tinham alguma festa fora da cidade para ir e o dinheiro não era suficiente para pagar o hotel; levavam um ao outro para hospitais quando estavam bêbados demais; amanheciam os três abraçados cantando alguma música sertaneja ou chorando porque qualquer um deles passava por alguma decepção amorosa. Experimentaram os três algumas drogas, como a maconha e o extasy. Rodrigo e Lucas tiveram que pagar fiança para Jane sair da delegacia depois de dirigir embriagada e sem carta. E no fim das contas, estavam lá, sorrindo e cantando.
Mas em algum momento, Jane conheceu em uma das festas que freqüentavam, Ricardo, que a todo custo paquerou a garota até que ela se rendeu a seus encantos.
_Eu não gosto dele. È muito galinha, Jane. Depois você vai ficar falada!
_Bobeira tua, Lucas... O cara pode até ser galinha, mas é legal.. Fora que ele é lindinho né? Olha só o olhar dele!
_Beija quem você quiser, Jane. E bobeira do Lucas!

A partir do namoro com Ricardo, que Jane passou a ficar mais distante dos amigos. Não tinha mais tempo pra sair a noite, porque ia passar o fim de semana com o namorado. Não iam mais para a fazenda do tio de Jane, porque ela tinha algum jantar com o sogro e sogra.
Rodrigo e Lucas passaram a sair sozinhos, preferiam não comentar ou reclamar nada, apenas sentavam-se em algum bar da cidade e só saiam quando estivessem bêbados. Conversavam, brincavam, mas nada mais era como antes, quando tinham Jane para alegrá-los. Um dia na faculdade Jane observou a tristeza dos amigos.
_Eu não estou tendo tempo mais pra vocês, não é mesmo? Me desculpem, mas quando se está amando, não há como não querer ficar perto da pessoa... Pode deixar, eu já sei o que fazer!
E a moça combinou o dia e hora em um bar que sempre freqüentavam juntos. Lucas sorrira, finalmente tudo ia voltar ao normal, os três juntos como nos velhos tempos. Mas ao chegar lá, Lucas viu que as coisas realmente mudaram. Jane sorria ao lado de Ricardo, enquanto Rodrigo conversava ao pé do ouvido de uma garota loura e sorridente.
_Quero que conheça uma pessoa especial, Lucas! Essa é a Graziela! Ela é a irmã do Ricardo. - Disse Jane apontando para uma moça muito bonita ao seu lado - E esta é a Joice, uma amiga nossa! Dessa vez, presentava a loura sorridente que Rodrigo quase beijava de tão perto que conversava com a moça.
Lucas, se sentou e preferiu fingir que gostara da menina. Não tinha porquê não gostar, era bonita, atraente, tinha um papo legal. Naquela mesma noite, ele a levara para a cama e descobriu que suas qualidades iam muito além da sua beleza e personalidade. Mas ficaram juntos nem por uma semana, quando Lucas assumiu que gostava de outra pessoa e decidiu terminar com Graziela. Ao contrário, Rodrigo seguiu o namoro firme, com Joice.
Quando Jane ficara sabendo de Lucas, decidiu procurar o amigo. Estava na garagem tentando concertar o motor do carro.
_ Mas Lucas porque vocês não deram certo? Não sabia que gostava de outra pessoa? Quem é essa pessoa? Eu conheço? Posso ajudar?
Lucas agora olhava dentro daqueles olhos negros. Antes que respondesse, percebeu que Jane segurava um envelope, com as iniciais J & R escritas em dourado. Nessa hora se desesperou, olhou fixamente para o envelope, e seus olhos cheios de lágrimas perguntou com voz trêmula:
_ O que... o que é isso Jane?
_ Há! Isso aqui?... Jane nem percebeu o desespero de Lucas, sorriu, mas antes que respondesse o amigo, Lucas se propôs a dizer.
_ É você Jane. Eu sou apaixonado por você!
Nessa hora, o sorriso da amiga se desfez. Cabisbaixo, Lucas começou a chorar ali mesmo na garagem da sua casa. Jane o abraçou, tentando consolar, mas o consolo virou beijo. Os dois se tocaram e se beijaram. Lucas a envolvendo como se quisesse prendê-la para todo o sempre, e esquecendo que tudo que acontecia nas suas vidas. Sentaram-se no sofá que tinha na garagem e fizeram amor ali mesmo.
Agora, estava lá, Lucas, olhando para aquela fotografia e se lembrando de tudo, de todos os momentos bons que vivera com Jane e claro, com Rodrigo.
Seu amor por Jane doía, as lembranças, o cheiro, o toque, sentia tudo isso. Mas tudo fugiu dos seu pensamentos, quando começou a tocar a música do casamento e ele sorrindo teve que entrar na igreja como o padrinho de casamento de Jane. Agora sim podia entender o significado de Amor Platônico.

20 de março de 2009

Face

Eu não vou ficar por aí me fazendo de "Hello eu estou super Feliz", enquanto aki dentro tem uma dor!
E muito menos estou aqui pra me fazer de coitadinha, chorando pelos corredores da faculdade.
Isso pra mim não é visto com bons olhos...
Mas quando tudo na vida parece dar errado, você abandona pesssoas, uma vida inteira para viver outra, isso é difícil de se acostumar!
Mais uma vez: estou pirando!
Não consigo raciocinar!
Desculpem... depois escrevo "isso" melhor.

19 de março de 2009

Porque eu quero ser jornalista - Parte II



Leia a primeira parte de "Porque eu quero ser jornalista" no último post!

O texto do post anterior foi eu mesma que fiz. Algumas partes são fictícias, como a vida adulta da personagem que é a jornalista. Outras partes são reais, com a infância dessa personagem.
Sei que posso ser ousada a fazer uma comparação, que o meu futuro possa ser igual esse meu conto. Muitas pessoas vão me dizer que as coisas não são como eu penso, e como eu quero.
Eu sei não não são. Mas até agora eu me esforcei ao máximo para ser. Desde pequena eu queria ser jornalista. Todos na família viveram esse sonho comigo. Meu pai brincava e dizia que iria ser meu assessor, já que eu seria uma das melhores.
Chegou o terceiro ano da escola, e comecei a estudar todas as madrugadas das 22h até às 2h. Era um esforço que muitos diziam que não era necessário, porque eu era inteligente. Mas eu gostava de aprender. Eu dividia meu dia entre a escola e o trabalho, e não tinha como fazer cursinho preparatório para vestibular. No dia da inscrição, eu já tinha em mente qual seria a Universidade que eu iria garantir meu diploma. Era a Uniube. Universidade que ficava em Uberaba, apesar de eu nunca ter ido antes na cidade.
Me inscrevi, pagando a taxa com meu próprio dinheiro.
Meu pai e minha mãe chegaram em mim em algum momento entre a inscrição e a prova e disseram que estava na hora de acordar, que um curso era muito caro e que no momento não tinham condições financeiras para pagar as mensalidades e me manter em outra cidade.
Meu mundo desmoronou. Fui buscar conselhos com alguns amigos e nessa hora que meu coração mais doía: “Jaki, conforme-se, pobre não tem sonho”, ou “Mas você não pode pressionar e nem obrigar seus pais a te bancarem, se eles não tem condições financeiras”. Alguém da família chegou a dizer “Você podia muito bem ficar aqui e fazer outro curso que tenha na cidade! Acho que quer é viajar e morar sozinha!”.
Mas nada dessas palavras foram suficientes para eu desistir de tudo. Na semana seguinte eu fui para Uberaba e fiz a prova.
Durante os dias que se passaram, não quis comentar o assunto. E no dia do resultado, veio a alegria: havia passado em primeiro lugar. O que me dava direito a uma bolsa de 50%. A alegria foi tão grande entre a família, e deu tanto orgulho ao meu pai, que ele disse o que eu tanto queria ouvir: Agora você se organiza, por que no ano que vem você se muda para Uberaba!

Agora, acho que tenho bons argumentos para responder porque eu acho que minha vida no futuro vai ser igual a da personagem do meu conto. Porque eu sou uma pessoa que antes de mais nada luta pelos sonhos. Enfrenta todos os obstáculos, mesmo que tudo esteja dando errado. E acho que ser a melhor jornalista do Brasil não é tão impossível assim comparando ao que já passei em minha vida.

Porque eu quero ser jornalista? Essa foi a pergunta levantada pelo nosso professor Raul Vargas na disciplina de Métodos de História de Vida. Simples: Mesmo que eu vire inimiga de algum político, mesmo que o salário não seja tão satisfatório quanto das outras profissões, mesmo que eu não tenha tempo para cuidar do meu filho, dar atenção ao meu marido, mesmo que eu tenha que acordar no meio da noite, nas minhas férias para ir fazer alguma reportagem, eu vou gostar. Porque eu quero levar a informação à sociedade. E isso é algo que me dá um imenso prazer.

Porque eu quero ser jornalista - Parte I



Acordou no meio da noite, e dessa vez não era seu filho que chorava. O telefone em cima do criado-mudo tocava desesperadamente. Quem poderia ser aquela altura da madrugada?
Não dormia direito já havia uma semana, e finalmente conseguiu as tão sonhadas férias, depois de entrar três vezes como pedido junto ao setor de RH da empresa onde trabalhava. Seu chefe, editor -chefe do jornal onde trabalhava, sempre impedia que ela se afastasse do trabalho, devido aos grandes acontecimentos que ocorriam ao redor do país: crise econômica, escândalos no Congresso, eleições presidencialistas, e ele não poderia abrir mão de uma das melhores repórteres que o jornal tinha.
Ela sempre parava e respirava fundo para cada vez que o editor pedia algo que para ela parecia impossível, ou que por outro lado poderia funcionar como uma declaração de guerra a algum político. Mas tinha que fazer, custe o que custar. Talvez era por isso que ele gostava tanto dela, e confiava tanto no trabalho que ela fazia.
Se lembrava todas as vezes que terminava de gravar uma matéria, de quando era garota e via na tevê aquele “cara” com um microfone na mão conversando com outro. Depois vinham as seqüências de cenas, que ilustravam cada palavra que o “cara”dizia. “Este é o repórter” Dizia sua mãe “Ele fica ali, conversando com aqueles outros homens para saber o que está acontecendo no mundo, no país, ou na cidade, pra contar pra gente pela televisão!” “E pra quê agente quer saber mamãe?” Mas por mais que sua mãe lhe explicasse, era pequena demais para entender. Com o passar dos anos, foi ficando mais apegada àquele programa que passava depois da novela. A menina, deixou de acompanhar com sua mãe as telenovelas, para assistir aos telejornais na tevê junto com seu pai.
Um dia, apareceu um homem na tela, logo depois que passou uma reportagem. Esse homem ficava no mesmo estúdio que os apresentadores, só que sozinho. E ele falava, e criticava, alertava, com uma voz firme e compreensiva. Falava das atitudes do presidente dos Estados Unidos. E ela concordou com tudo que ele dizia. Afinal, era seu próprio pai quem dizia que este país só queria guerras, então esse homem que agora falava na televisão, também concordava com seu pai. Foi nessa hora que ela disse ao pai “Um dia eu vou fazer isso aí, papai. Eu estar aí dentro da televisão dizendo coisas, igual esse homem”.
E aí ela sorria. Terminava de gravar sua passagem, e sorria por ter relembrado de novo esses momentos em que ela tanto queria estar “dentro da televisão”. Agora ela estava. Era uma mulher, e finalmente conseguira trabalhar em um dos maiores jornais do país, sendo uma repórter que era bem conhecida nacionalmente.
Como era bom estar com sua família, seu marido e seu único filho. Um momento raro, já que quase não tinha tempo para eles. Na maioria das vezes, quando chegava em casa, João Carlos já estava dormindo. Parecia que a babá conhecia mais o filho do que ela mesma. Mas agora estava descansando em um lugar bem longe da “muvuca” da Capital, do barulho das teclas dos computadores da redação do jornal, das câmeras... Mas no fundo, bem lá no fundo, sentia saudades. Saudades daquela loucura que só ela conhecia.
O telefone tocava. Nessa hora o marido já havia acordado e estava ligando a luz do abajur. Ela apalpou a madeira fria do criado até encontrar o telefone. “Alô?”.
“Quem era?” Perguntava o marido, vendo a esposa se levantar da cama, e começando a colocar uma roupa.
“Era o Marcos. Ele disse que o presidente levou um tiro enquanto estava de férias. E para a nossa sorte ele estava de férias aqui na ilha. Eu vou lá ver!”
Marcos era seu editor.

Continue lendo "Porque eu quero ser jornalista" no próximo post!

Postagem número 100!!!

Não é pra qualquer blog não!!!
Prometo que depois escrevo algo a respeito!

18 de março de 2009

Amigos


Poetas, leitores, analfabetos, poliglotas, de pulso firme, imaginários, sérios, farristas, brincallhões, concelheiros, engraçados, intelectuais, crianças, adultos, experientes, inexperientes, pequenos, grandes, tímidos, extrovertidos, da fazenda, de Uberaba, de Ituiutaba, de Santa Vitória, de Patos de Minas, de Santo André, de Piracicaba, de São Paulo, de Campinas Verde, de Belo Horizonte, de Uberlândia, de Goiânia, de Conceição das Alagoas, de Ponte Alta, de Montes Claros, de Jundiaí, de São Simão, de Capinópolis, de Catânia, de Londres, da Escócia (Não cabe tudooooooo!!!), da internet, do coração.
TODOS são AMIGOS.
TODOS têm sua importância.

Clodovil (Mini... crônica?)

O Congresso parou. Fizeram silêncio, e dessa vez não foi porque alguém queria falar, ou exclamou um comparativo daquela loucura à um mercado.
Uma voz se calou, e não foi apenas por um minuto.
De longe observa, enquanto tantos proclamam seu nome em meio a homenagens e declarações de admiração.
Sua vida agora não tão mais polêmica, não tão mais criticada, não tão mais viva...
Apenas um sonho, mas esse não há mais como acordar

17 de março de 2009

Infeliz e arrogante

Sei que tem hora que abro isso aqui e começo a escrever, sem parar, trocando letras, digitando palavras invertidas, e desabafando.
Isso pode parecer um tanto ridículo da minha parte, mas por outro lado, esses são momentos em que dá vontade de grittar de sair pelas ruas feito louca e gritar até não ter mais voz, como se esse ato ignorante fizesse com que todas as raivas, rancores e frustações saissem da minha alma.

Mas isso é abominado pela sociedade. No mínimo diriam que estou insana e me colocariam uma camisa-de-força.

Não se trata de insanidade. Se trata de instinto humano. Ou melhor instinto Jakioativo. Sou um ser humano como qualquer outro, que não suporta que seja julgado por algo q não é, que não suporta ver tanta falsidade e não pode fazer nada, que não suporta as pessoas chegarem em mim e dizerem coisas supondo q eu sou dona daquelas palavras, ou  supondo que sou dona daquele comportamento.

Comecei a escrever coisas sem pé nem cabeça, inventei uma história aqui, dei vida a obejtos inanimados, dei nome a pronomes. Volta e meia aparecia reclamando, explodindo, ravoltando.

Não me arrependo de nada, nada. Até se fosse possível, faria, escreveria tudo de novo. São desabafos.

E hj, conversando com uma amigo, vi que não vale a pena ficar remuendo, e me revoltando por coisas que me machucam. Ele abriu meus olhos, e eu pude ver o qto estou deixando passar despercebido pessoas que merecem minha atenção, pessoas que merecem não minhas lágrimas, mas meu sorriso, uma palavra sequer.

Vou passar a me importar mais com isso. Com essas pessoas.
Não é promessa, é fato.

16 de março de 2009

Família

Estava triste. Parecia que tudo ao seu redor estava conspirando para que isso acontescesse. Estava triste.
Não via seus pais, desde a ceia do Natal. Pra ela, a coisa mais importante queperdera desde que saiu de sua cidade, fora a família. Não que perdera a família em si, mas simplesmente o amor que tinha de todos.
Sua família era muito grande, cheia de tios e tias, e aquele tanto de crianças, seus priminhos.
Sentia saudades de chegar na casa de sua avó, e antes que entrasse no portão, um monte de crianças lhe abraçavam, impossibilitando que ela mexesse um músculo sequer. Na verdade quase caía, e não conseguia ouvir ou responder a um deles, por parecia que todos queriam falar ao mesmo tempo, coisas do tipo "Jakiiii, eu estava com saudades", "Jakiiii cadê o ti valdivino mais a tia Vânia?", "o Saulo não vêm?", "Jaki, minha priminha!", "Jaki, como você está bonita! está diferente", "Jaki eu aprendi a escrever e fiz uma carta pra você", "Jaki não liga pra ela, ela é feia, eu fiz uma carta muito mais bonita!", "Jaki, por que ficou tanto tempo longe?".
Todo mundo conversando ao mesmo tempo. E eu adorava aquilo.
Aí depois vinha minhas tias, me alisando, contando as novidades, comentando o quanto meu cabelo crescerera, e minha avózinha, perguntando como está Uberaba, sentada em uma cadeira no canto da cozinha, um copo de café que ela mesma acabra de passar na mão. Um jeitinho que só ela tem, cabisbaixa, pela idade, suas rugas contando cada história da sua vida, e que eu não me cansava de ouvir.
Meus tios, sempre cavalheiros, me abraçando e me beijando. Aí nessa hora eu me sento no colo de uma das tias, sempre com um comentário da minha mãe que vem logo em seguida: Filha, você já viu seu tamanho para sentar no colo da sua tia?
Mas eu não ligo e nem ela.
Eu adoro isso. Adorava isso. Mas agora está longe o possível, para eu não não sentir mais esse amor, essa energia que vinha da minha família. Realmente eu sentia. Era como se mesmo estando em um lugar cheio de gente conversando, cheio de criançãs correndo para lá e pra cá, a tv e o rádio ligados ao mesmo tempo, algum priminho chorando e reclamando que o outro está batendo nele, eu me sentisse em paz. Paz por que ainda é o único lugar que eu sinto sentimentos bons, energias boas, todo mundo conversando para decidir como ajudar um tio que está doente, ou outra tia que perdeu o emprego.
Isso se hcama união. Algo que muitas pessoas por aqui não conhecem.

Sem contar que essa é a grande família Barbosa.
Por outro lado têm a família Silva, não tão grande em dimensão, mas também imensa em amor. Minha avó, com seus pés-de-galinha, que deixam seus olhos mais fechados e parecendo que vai chorar a qualquer momento. è assim desde que meu ao morreu. Parece que a alegria que ela irradiava foi junto com meu avô naquele caixão. Foi triste. Todos sentiram na pele como é perder alguém tão especial. Mas essa é uma hora que por mais que agente tente entender, ninguém consegue, ninguém sabe o motivo pelo qual Deus quiz levar uma pessoa tão especial da família.
E quando ela me vê, me abraça, e me beija de um jeito que só ela sabe. e depois se vira e começa a reclamar o quanto a vida está difícil, o quanto meu tio dá trabalho pra ela. Mas ela não se importa, dá pra ver nos olhos dela. E consegue contar em cinco minutos o que aconteceu durante o tempo em que eu estava fora.
Ainda na esperança de encontrar algum doce na geladeira ou no canto mais escondido do armário, eu procuro, vasculho, mas nada. Isso era regalia que existia até meu avô morrer. Doces, potes de bala, marmelada, queijo, e tudo mais que qualquer avó que se preze tem nas suas prateleiras.
Meu tio... aparece por acaso, conversa comigo, promete que vai mudar que vai parar que contribuir para as rugas da minha avó, mas não passam de promessas. Logo ele sai e vai para algum bar beber.
Meu primo, que ficou melhor depois que eu mudei. Ele aparece e me pergunta como é a faculdade. E depois me felicita dizendo que também quer fazer jornalismo. Fico feliz, afinal a família Silva vai ter dois jornalistas! E tudo graças a sua namorada, que aceitou a proposta de namorar uma garotão mais novo e que não tinha tantos planos para o futuro quanto ela tinha. Sou grata a ela, mesmo que agente não converssa muito.
Aí minha prima aparece, cada dia com um brinco diferente, uma roupa diferente, o cabelo diferente. Uma mãe moderna! "Como está lá?" "E o mocinho? Como é mesmo o nome dele?" nunca se lembrando do nome do Carlos.
E aí vem a melhor parte: Um anjinho, dos olhos azuis e cabelos loiro acinzentados correndo, pulando, gritando e imitando dinossauros (Isso mesmo, essa criaturinha de apenas 4 anos de idade adora dinossauros!). Aí eu pergunto, Você lembra de mim? E ele balança a cabeça em sinal afirmativo. Como eu chamo, e ele responde com suas palavras todas erradas: Madinha. e sai correndo!
Esse é meu afilhado, Jefferson. Um menininho que tanto amo, e que tanto me faz falta, principalmente de contar "histoinhinha" pra ele, ensinar ele a desenhar, a falar, a andar, a cantar alguma música.
Mas eu fiz minhas escolhas, e isso tudo são apenas consequências delas.
A infância de meu afilhado, e consequentemente ele esquecer que adorava brincar comigo, e que eu faço parte da família. Assim também vai ser com o Rafelzinho e o João Víctor, outros priminhos que ainda não passam dos dois anos de idade, e que também não vão querer brincar comigo, com medo de eu ser uma estranha.
São as consequências. Eu acabei me tornando uma esrnha aqui, e em qualquer outro lugar.Até mesmo para as adoráveis crianças da minha família.

Mais insuportável ainda é ouvir minha mãe ao telefone, e meu pai, lamentando a falta que sentem, descrevendo as vezes que passam por meu antigo quarto e param, entram e ficam olhando todas as fotos que eu mesma deixei uma em cada lugar, e que até hoje minha mãe teve a cautela de deixar do meu jeito.
E depois eles contam como andam as coisas, e me perguntam como andam as coisas.
A minha resposta é sempre a mesma: Bem...
Mas não está bem. Esta faltando alguma coisa...
Está faltando todo mundo... Está faltando amor... de família...

Mas não vou ficar aqui lamentando, por outro lado, existe um sonho, que está disposto a enfrentar tudo isso, e todos! Porque apesar dos pesares, o mais importante é que minha família sabe quem realmente eu sou, por isso não posso mais ficando moral para o que os outros pensam de mim, falam de mim...

Meu sonho é grande e tenho mais força do que essas pedras. Ninguém, além da minha família sabe o que já enfrentei pra chegar até aqui, mas se consegui, sei que posso ir mais longe...

E um dia, eu consigo! Por que apesar de estar sofrendo tanto, eu ainda tenho uma pessoa me me ajuda a ultrapassar esses obstáculos... Uma pessoa que está sempr aqui, do meu lado, querendo o melhor pra mim, mesmo que isso seja ruim pra ele.

Ele, e todos que me amam acreditam em mim, e é por isso que um dia eu quero que eles olham pra mim e dizem: Jaqueline Barbosa? Eu conheço ela, ela faz parte da minha família e me orgulho dela.

13 de março de 2009

Minicontos I: Egoísmo

Alguém chegou e lhe disse, você ficou sabendo do acidente trágico que teve agora a pouco? era um motoqueiro e ele morreu na hora!

Mas ela era muito egoísta, só preocupava consigo mesma. "Eu lá quero saber de quem morreu? tenho mais com o que me preocupar!"

Mais tarde descobriu que quem dirigia a moto era o rapaz que conheceu pela internet, e que finalmente ia se encontrar com ela no dia seguinte.

Coleções de minicontos: Adorei!

Pessoasssssssssss
Saudações!

Hj eu dei uma olhadinha na Zymboo e achei por lá, no espaço literário alguns minicontos, da Ana Mello, nossa adorei!

Pra quem se interessa, vale a pena dar uma olhadinha, clicando aqui

Segue no próximo post, um que eu tentei escrever... será que eu tenho talento???
rsrsr
Comentem!

10 de março de 2009

Meu primeiro brinquedo

Imagem do Google

Natal. Eu era epenas uma menininha que ainda acreditava em Papai Noel. Adorava essa época de festas de fim de ano, pois era aonde eu reencontrava todos os parentes, e sempre depois da comemoração do Ano Novo, minha tia que morava na fazenda levava eu e meu irmão para passar alguns dias com ela.

Me lembro vagamente que naquele dia, a comemoração não ia ser como o de costume na virada do dia 24 para o dia 25. Meu tio estava no hospital, e por algum outro motivo, íamos comemorar no dia 25 com um almoço.

Eu e meu irmão acordamos bem cedinho... O sol ainda estava escondido no horizonte, mas no quarto um pouco da luz dos raios solares já se infiltravam pelas frestas da janela. Para falar a verdade naquele dia mal domimos, ansiosos por saber o que papai Noel nos felicitara.

Meu irmão esperava uma bicicleta, e eu..., bem na verdade eu queria ir na escola. Eu tinha uma vizinha que era mais velha que eu e todos os dias, depois que ela saia da escola eu ia lá para nós brincarmos de casinha de bonecas. E enquanto rolava a brincadeira ela me contava como era a escola me deixando cada vez mais anciosa. Mas apesar de eu pedir para mamãe deixar eu estudar, ela dizia que eu era muito nova. O que era incompreenssível para mim, uma menininha tão ingênua.

_ Aposto que o papai Noel me trouxe uma Bicicleta! Dizia meu irmão.

_ Mas aí não cabe em baixo do travesseiro, né seu bobão!

Como não tínhamos chaminés, mamãe dizia que Papai Noel deixava o presente em baixo do travesseiro ou da cama. Mas mal podíamos entender que naquele ano, a situação financeira da nossa família não permitia a tão sonhada bicicleta ao “Papai Noel”.

_Vamos ver, vamos! Nos levantamos apressadamente, e olhamos cada um em baixo de seus travesseiros e de suas camas.

Rasguei o pequeno embrulho. Mal podia acreditar, era muito melhor que ir a escola! Uma caixa de lápis de cor e um caderno de desenhos! Não conseguia conter meu sorriso nos lábios, sai gritando minha mãe e descrevendo meu presente! Nessa hora nem pude perceber o que meu irmão ganhara, e agora nem me lembro também.

Mas me lembro muito bem, do rosto da minha mãe, que com um sorriso terno, e os olhos ainda entreabertos por causa do sono, me perguntou: Você gostou? E eu a abracei.

Foi com aquele mesmo sorriso que minha mãe me ensinou a escrever meu nome, me ensinou as letras, o alfabeto, e despertou essa paixão que vive em mim até hoje: a paixão de escrever.

6 de março de 2009

Pavê de chocolate com doce de Leite... dos Deuses...

Foto: Flickr

Gostou da foto?
Imagine vc deliciando esse pavê dos Deuses????
Confira esta e outras deliciosas receitas em : Gulosu's
Essa em especial vc encotra aqui!

4 de março de 2009

Calmante natural! Calmante natural...

Calmante natural.... aiaiai muuuuuuuuuuuuuuito calmante natural para essas barbaridades que me acontecem no dia a dia.
Mais um acidente de moto, 1 semana de atestado, em falta com a facul, e algumas dores...
Sem contar o problema que vive comigo: a infeliz das Infelizes...
Às vezes tenho até dó dela...
Depois ela acha que tem amigo, mas deve ter esquecido que ela mesma fez o possível para afastá-los. Os que tem hoje foram aqueles que fecharam os olhos para suas arrogâncias, malcriações, indiferenças, e falsidade.

É o que eu falo: se uma pessoa tem a capacidade de falar mal de alguém para você, pode ter certeza meu amigo, ela tb tem capacidade de falar mal de vc, ou até pior, espalhar tds seus segredos a outras pessoas.

Mas não... vai Jaki idiota, vc preferiu tb fechar os olhos e dizer... pior.. vc tem razão.

Agora caiu do cavalo... rsrrs

Bem só quero que essa menina esqueça que eu existo... mas ela deve gostar muito de mim, pq vive falando aos quatro ventos meu nome junto a difamações... Deixa ela... Esquece Jaki.

Bem. Eu até que tento.. mas eu devo ter feito muuuito mal a ela mesmo hein? Tds ficam por ai achando que eu sou mal e fico gastando meu tempo planejando coisas malignas. Não eu não sou assim. Mas se continuarem a pensar que faço isso vou ter que fazer justo ao que dizem de mim...

Calmante natural...
chá de camomila, alface, suco de maracujá, massagens, meditação, leitura, um bom filme, carinho, amigos, uma boa conversa, escrever e por as agonias para fora.