27 de maio de 2009

Miniconto: Que vontade de tomar Coca-Cola


Não estava quente, nem nem ela estava com calor. Mas não sabia como explicar como essa vontade lhe consumia. Podia sentir o gosto na boca. Fez seu pedido e em menos de um minuto ali estava. Um copo com três cubos de gelo, e duas rodelas de limão e uma lata de 350ml. A latinha vermelha até suava de tão gelada.
Colocou na boca, e sentiu o azedinho do suco de limão ao mesmo tempo em que as bolhinhas de gás estourava na boca, fazendo seus olhos se encherem de água.
_Que vontade de toma Coca-Cola! - Isso foi o que ela disse naquela mesma tarde.

26 de maio de 2009

Recordações: Diego

Pra que amar? Essa foi a pergunta que Jacque se fez enquanto arrumava os cabelos. Prendeu ao alto da cabeça as madeixas negras. Alguns fios soltos foram se grudando na pele cor-de-rosa da moça enquanto mergulhava seu corpo nu na banheira de espuma. Seus olhos olhavam pra algum lugar na parede, olhavam para o nada enquanto ela se perdia em pensamentos.

Pra que? Se perguntava a todo instante. Pra que se apaixonar, e sofrer. Por que até então não conseguia se lembrar de nenhum amor que vivera e que fora de tudo bem sucedido. Não conseguia entender. Ela passava a esponja cheia de espuma pelo corpo caminhando por cada curva do seu corpo e se lembrando de cada olhar, de cada suspiro que soltara em tempos passados. Amor, paixão, sentimentos que lhe surgiram e lhe deixaram marcas.

Amores que passaram, e cada um com sua importância a deixou madura. Chorava e questionava a todo tempo, em todos os casos, em todas as vezes, o porquê, o porquê de sentir sentimentos que a deixava tão triste. Sentimentos que por vez jamais fora correspondida.

Talvez esse fosse o verdadeiro sentido de amor: amar, sofrer, e não ser amado. Talvez esse fosse o motivo pelo qual o mundo consagra tantos romances mal acabados, em que o mocinho morre no fim, ou que é proibido por algum motivo qualquer.

Em todos, Jacque se lembrava. Dos sentimentos, cada um íntimo de suas características, do cheiro, dos gostos. E já do primeiro quando se lembra, sorri. Era simplesmente Diego, causando toda aquela turbulência nos seus pensamentos. Um amor de menina, de apenas 15 anos que foi forte suficiente pra durar por um ano. Ele trabalhava na escola onde ela estudava Inglês, e era o principal motivo por Jacque nunca ter faltado às aulas durante os 3 anos de curso.

Sua pele era de toda branca, como uma seda que envolvia seu corpo. Alto e com um corpo de chamar atenção até mesmo de mulheres mais velhas. Devia ter uns 23 anos aparentando ter quase trinta. É. Realmente sempre gostara de homens mais velhos. Não sabia como explicar estar hoje com alguém apenas um ano mais velho que ela.

Diego sorria e Jacque se derretia. Pra piorar a situação, ele tinha uma namorada, que mais tarde Jacque descobre que era a prima da melhor amiga! E pra piorar mais ainda, ele sempre retribuía os olhares de Jacque no fundo de seus olhos negros como uma jaboticada.

Mais tarde, ela se encontrava com seu pai e ele logo vinha com aquele comentário de que Diego lhe chamara de sogro na manhã em que fora pagar a mensalidade da escola.

Mas o Tempo passou, e a dor da perda de alguém muito importante na vida de Jacque fez com que ela se esquecesse daquele amor de menina.

E depois quando se encontrou casualmente com o rapaz, quase dois anos depois, em uma dessas festas que Jacque gostava de freqüentar, ele finalmente quis tocar seus lábios. Mas a moça depois de um longo beijo disse alguma coisa e saiu dali.

Sorriu. Jacque sorriu naquele dia e agora, ao se lembrar desse fato enquanto alisava sua pele com espuma. Nunca mais voltou a sentir aquilo por Diego.

Com aquele beijo ele apenas fez surgir um sentimento de “pronto, agora eu provei!”.

Mais um amor na memória de Jacque, que se foi, mas ficou ali dentro dela, como uma experiência a mais que foi vivida: amou um homem durante tanto tempo, sem pelo menos ter tocado seus lábios. A doçura de um amor puro e ingênua de menina.


Zaxy, a prima da Melissa

Tudo bem, Melissa é Melissa e o resto é besteira, mas hoje eu pessei por uma loja do povão popular (Pernambucanas pra ser mais exata) e vi uma sapatilha de plástico que é tão linda quanto a Melissa, e o melhor, não agride meu bolso! É a nova linha de sapatos da Grendene, a Zaxy.
Andei dando uma pesquisada e achei desde críticas à marca, principalmente daquelas que têm obsessão
são fãs da Melissa, até elogios a marca, essa principalmente das leitoras que assim como eu, dão uma choradinha quando tem que tirar a mesada (no meu caso, meu rico salarinho) do bolso.
Taxadas de genéricas da Melissa, estão enganadas as que pensam que a marca é imitação. Afinal, é nada mais nada menos do que uma linha da mesma marca de sapatos da Melissa. Aliás, a Grendene é uma marca tradicional, com várias linhas de calçados, portanto a qualidade da Zaxy está garantida. Pode até ser uma "prima pobre" da Melissa, mas é pobre, porém limpinha.

Axei um comparativo interessante no Blog da Zuzely (Blog mto bom, por sinal)
Agora é com vcs! Façam suas comparações...

Este é o modelo Zaxy Happy custa R$29,99 e é bem parecido com o debaixo, da Melissa Love Li, que sai por R$69,90.
Este aqui Zaxy Friend custa R$34,99 e uma Melissinha Harajuku R$119,90

Bem, eu sei, né? Melissa é Melissa, mas enquanto meu dinheiro tiver curto eu vou de Zaxy!

22 de maio de 2009

A sua camiseta nova!

clique na imagem para ampliar

Fluorescente

Foi só a Carolina Dieckmann eleger as alças fluorescentes do sutiã como item aparente do look, para os olhares focarem naquele detalhe. A peça ganhou tanta atenção que a atriz acabou postando em seu blog: ”a foto do meu tão falado sutiã verde-limão”.
O assunto ficou em pauta. Impossível não se apaixonar pelo look.

Boa notícia: encontrei a estilista dos sutiãs coloridos da atriz e uma marca nacional que também produz modelos fluo. O sutiã da norte-americana Deborah Marquit, o mesmo usado por Carolina, custa US$ 165 e é entregue em qualquer lugar. Para entrar no site da Deborah Marquit,clique http://www.deborahmarquit.com/.


Por aqui quem produziu lingerie em tons fluorescentes é a Thais Gusmão. Os preços variam entre R$ 92 e R$ 142 (confira os preços das peças na galeria de imagens) e a loja fica na Rua Oscar Freire, 216, sobreloja.
Outra que elegeu o sutiã colorido aparecendo sob a produção é a atriz Drew Barrymore, numa versão reprise dos anos 80.E você? Já arriscou uma produção com um sutiã fluorscente a mostra?

19 de maio de 2009

Psicodélia


E ela beija o beijo sem tocar nos lábios, e delira-se no gosto da saliva molhada, geme gemidos sussurrados e deliciosos. Olha pra ele mas não enxerga a face, não enxerga seu amante vagabundo e envolvente; apenas consegue e distingue entre imagens psicodélicas seu sorriso malicioso, no canto da boca. Ele lhe arranha o rosto estragando todo aquele veludo de pele branca e macia. Morde seu pescoço, e seu colo, agressivo como alguém que a muito tempo não tinha uma fêmea nos braços. Fêmea, era assim que ela se sentia. Levantou, bêbada trançando as longas e belas pernas enquanto procurava seu echarpe de penas cor de abóbora. Enrolou no pescoço e começou uma dança sem ritmo e nem melodia, ensaiando alguns passos, querendo parecer sexy. Mas não conseguia. Não conseguia raciocinar, não conseguia pensar nas palavras que saiam da boca de Henry, aquilo tudo se misturavam ao som da guitarra tocada pelo roqueiro na tv. Eles assistiam a um show de rock do Iron Maiden pelo DVD, enquanto se embragavam. Não sabia mais distinguir o que era certo ou errado, só conseguia pensar em uma coisa: Estava diante do homem que um dia amara mais do que a si mesma. Não conseguia ao menos raciocinar o quanto estava drogada, graças a Henry que sem que ela percebesse houvera colocado algo na sua bebida.
Ana, olhava com seu olhos azuis turquesa o sofá da sala e nele Henry, sentado, e deliciando com a dança esquisita e sensual da moça. E ela começou a rir enquanto caiam lágrimas salgadas de seus olhos, e derramava vodka no peito de Henry.
E tudo foi se tornando mais colorido, uma mistura linda de cores que ela quisera guardar tudo na sua memória pra depois tentar passar pra tela... Tudo se misturando e gritando nos seus ouvidos o som da guitarra, molhado aos beijos agressivos de Henry, o gosto da vodca misturado ao suor de Henry, enquanto ela lambia seu peito másculo e moreno. Ana rodava, as cores rodavam, o som oscilava ora alto, ora mudo, e seus olhos foram se fechando, e sonhando eternamente em overdose com o seu mundo fantástico, onde não havia realidade, onde só havia Henry e Ana.

12 de maio de 2009

V Concurso Universitário de Jornalismo CNN

Imagem do site

Pra quem é fã de jornalismo, imagine uma matéria sua publicada no canal da CNN???
Pois he, gente! recebi um e-mail da Patrícia Perez e estou repassando a todos que assim como eu, sonham um dia fazer parte do 4º poder!!!

É que todo ano, desde 2005, a CNN através da Turner International, promove um concurso cultural destinado exclusivamente a estudantes de jornalismo. Cada ano é escolhido um tema, no qual em cima dele o aluno deve fazer um vídeo de 2 minutos. Este ano a novidade é que esse vídeo pode ser postado no youtube e o aluno pode participar com quantas matérias quiser!!!

O ganhador conhecerá os estúdios da CNN International nos EUA, além de ter sua matéria exibida pelo canal.

Procure ajuda de um professor (de preferência aquele gente fina) da sua faculdade, e comece a produzir o seu. O tema deste ano é a O uso da tecnologia no desenvolvimento social.

Andei dando umas pesquisadas no site do concurso, e lá mesmo os organizadores dão destaque ao objetivo deste projeto que é a porta de entrada pra quem quer se especialisar no telejornalimo. "O objetivo é incentivar o desenvolvimento do talento dos participantes e premiar o seu desempenho na elaboração de matérias jornalísticas televisivas." (site)

Não percam tempo! As incrições já iniciaram no dia 24 de março e podem ser feitas até dia 29 de junho de 2009 pelo site:www.concursocnn.com.br

Acompanhe ainda as novidades no Blog do Concurso:
http://www.concursocnn.com.br/2009/blog/

4 de maio de 2009

Reflexões

E agente sonha, e faz planos, e de repente agente se vê diante daquela história, e percebe o qto agente não sabe se é aquilo mesmo que agente quer pra gente. Não sei, só to precisando descarregar um pouco dessa energia, e não achei outra maneira.
Eu páro, e qdo vejo estou fazendo coisas que há mto não fazia... suspirando, como se quizesse todo o oxigênio do mundo p mim. Me revolto como tudo, com todos, comigo. Queria que o mundo parasse, que tds parassem, e queria congelar alguns momentos, reviver alguns momentos, apagar algumas pessoas, e fazer isso qts vezes fosse necessário.
Mas o Mundo é real, e não posso fugir disso.
A vontade é fazer td ao mesmo tempo, ou quem sabe não fazer nada. Só fugir pra aquela ilha deserta que sempre cito aqui nos meus desabafos.
Lembra? a ilha, que não tem ninguém, que eu não sinto fome, sede, sono, e q ninguem sente minha falta. Só ficar ali pensando na vida... É injusto não existir (acho que se existisse, ela ia viver cheia de gente.. cada um sentado numa margem da praia olhando o horizonte perdido em pensamentos)

Eu tô uma pilha... várias coisas passando pela minha cabeça em 1 segundo.
Não sei. Devo tá pirando.
Ou é apenas sentimento. E eu querendo me livrar dele.