1 de junho de 2010

A verdade do meu conto fictício

Estava ali, diante dos meus olhos aquela folha em branco. Ainda que eu ensaiasse algumas batidas no teclado, não consegui fazer aquilo que sempre me dava tanto prazer.
Meus olhos lânguidos e oblíquos já não tinham o mesmo brilho de quando ansiosamente digitava uma história particular e infinita, fictícia mesmo que cada cena eu já havia vivido.
Ensaiava histórias, dissertações, de amor, de amizade, de casamento, de divórcio, de morte e de saudade. Do meu pensamento saiam cinco linhas ou, uma parágrafo talvez. Mas não conseguia. E acabava fechando o lap top, e me debruçando sobre ele.
E essa foi a mesma cena por mais alguns dias, quando a fome de escrever me consumia, mas o bloqueio era mais forte. Debruçada sobre o computador, relembrava o que poderia ter sido escrito, cenas da minha vida, que mais pareciam um drama.
Coisas que me chateava, e me deixava incrédula. Erros que, por mais que eu quisesse a essa altura dar um desfecho diferente, não iria passar de ficção.
E assim, prefiro me abster de contos, com desculpas esfarrapadas, culpando o trabalho, os estudos, a falta de tempo, a falta de tesão em escrever.
Talvez eu precisasse de sofrer de Amor Platônico, paixão proibida, decepção amorosa, decepção com as pessoas, amizade desleal só para aguçar minha inspiração. Afinal, como disse um poeta um dia, foi graças aos problemas amorosos que grandes nomes se consagraram na literatura.
Mas prefiro viver meu amor, que mesmo não sendo Platônico, proibido, não tenha me decepcionado ou sido desleal, por hora, é inspiração para muitas histórias de outros autores. Ainda que na oralidade.

6 comentários:

  1. Nossa, eu ODEIO quando isso acontece comigo.
    Sério msm. Nussa, mto ruim.
    Precisa de inspiração mesmo.

    Adorei a narrativa Jaque, parabéns.

    bj bj

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  2. hehe engraçado te ver escrevendo sobre um tema parecido com o que eu escrevi há uns dias e ler algo tão diferente.

    Acho que o amor é sempre inspirador, só que quando ele acaba por nos machucar, temos mais necessidade de colocar pra fora, pra exorcizar...

    Beijocas!

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  3. Ah, e quando o amor é tranquilo, nossos olhos falam por si só ;)

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  4. ...traigo
    sangre
    de
    la
    tarde
    herida
    en
    la
    mano
    y
    una
    vela
    de
    mi
    corazón
    para
    invitarte
    y
    darte
    este
    alma
    que
    viene
    para
    compartir
    contigo
    tu
    bello
    blog
    con
    un
    ramillete
    de
    oro
    y
    claveles
    dentro...


    desde mis
    HORAS ROTAS
    Y AULA DE PAZ


    TE SIGO TU BLOG




    CON saludos de la luna al
    reflejarse en el mar de la
    poesía...


    AFECTUOSAMENTE
    JAKI


    ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE BLADE RUUNER ,CHOCOLATE, EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .

    José
    ramón...

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  5. Jaki, todo grande autor já passou por um grande bloqueio, e vc foi esperta o suficiente pra transformar isso em tempara para escrever, aposto que a maioria não pensou nisso. Adorei!
    beijos

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  6. tous les jours, ma cherie... tous les jours...
    l'amour n'existe pas... l'amour a été crée pour nous

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