24 de julho de 2011

Quem ainda acredita no amor

*O conto sem meio...

“Seu quarto estará sempre aqui pra você”. Essa foi a mensagem que apareceu no celular de Tatiane em resposta à que mandara a algumas horas atrás.
Olhou sem muito interesse e colocou o aparelho cuidadosamente ao seu lado.
A sua frente, procurava alguma coisa no infinito do sol poente. Daquele lugar, podia-se ver a parte da cidade que já começava acender as luzes das ruas e, a outra que, ainda era banhada pelos raios alaranjados o sol.
Logo atrás da moça, sem que ela percebesse, uma esfera no céu ia tomando brilho prateado de Lua Cheia, revelando a silhueta de Tatiane, corcunda e cabisbaixa.
Não chorava. Nem poderia. Preferiu fiar observando aquele lugar que sempre esteve ali, tão perto, mas que até então, não havia percebido.
A muito que Tatiane e Lucas não vinham se entendendo. Não havia mais amor.
Os dois se conheceram em uma festa quando a última coisa que Tatiane ou Lucas queriam era assumir um relacionamento sério. Não foi amor a primeira vista e nem mesmo chegaram a conversar.
Lucas preferiu beijar outra garota da festa e, Tatiane, dispensava todos os rapazes que a convidava para dançar. No entanto os dois se olhavam discretamente sem que o outro percebesse.

Fiquei com preguiça de fazer um meio para o conto...
O final:
Lucas desacreditava no amor e num dia, quando assistiam a filme onde o casalzinho viam juntos o pôr do sol, ela reclamou que ele nunca havia lhe lavado para ver o pôr do sol. Ele respondeu que isso só existia em filme e que ela deveria parar de viver num mundo de conto de fadas, com cavalos brancos, príncipes encantados e amor eterno.
Naquele dia, após uma discussão, ela foi embora de casa. Mas antes, mandou uma mensagem para a mãe perguntando se poderia dormir por lá. Enquanto a mensagem não chegava, Tatiane estava sentada em uma construção de viaduto abandonado, vendo o pôr do sol sozinha.

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